O PatuNews foi procurado pelo preso JOÃO EVANGELISTA DOS SANTOS, alegando que está sendo injustiçado pela justiça da comarca de Patu, pois está preso há mais de três meses por uma ameaça a sua ex-companheira que o mesmo afirma não ter feito.
Segundo o preso, em agosto de 2010 ele se desentendeu com sua esposa e praticou uma desordem no interior de sua residência, quebrando vários móveis e eletros da residência, mas não chegou a bater na mulher e por isso foi preso pela Polícia Militar e conduzido para a 7ª Delegacia de Polícia Civil de Patu, onde foi autuado em flagrante delito, sendo liberado no dia seguinte.
Após esse episódio aconteceu a separação do casal e sua ex-companheira passou a residir em Natal.
No dia 18 de maio deste ano o senhor JOÃO EVANGELISTA foi preso novamente por força de um mandado de prisão e a justificativa para a decretação da prisão preventiva foi uma suposta ameaça feita por telefone a sua ex-companheira que está residindo em Natal, ameaça que o Sr. João afirma não ter feito.
O fato é que o Sr. João Evangelista está preso há mais de três meses sem se quer ser ouvido pela justiça, extrapolando o tão alegado excesso de prazo, que a promotoria da comarca de Patu alega para solicitar a liberação de vários presos acusados de crimes muitos mais graves do que o que cometeu o epigrafado preso.
O que não dar para entender é que há pouco tempo atrás uma pessoa assassinou a companheira grávida aqui em Patu e fugiu, sendo decretada sua prisão preventiva, o cidadão foi preso com a arma do crime, mas 28 dias depois foi solto.
Outro elemento assassinou numa mesa de bar um companheiro que estava bebendo com ele, foi preso em flagrante delito e 12 dias já estava solto, enquanto o preso João Evangelista já está há mais de três meses preso por uma suposta ameaça por telefone. Assim a credibilidade da justiça brasileira fica cada vez mais fragilizada.
.
O EXCESSO DE PRAZO FUNCIONA PARA UNS E OUTROS NÃO?
Com a palavra a promotoria e a justiça da comarca de Patu.
Vale salientar que o preso em questão é trabalhador, não é bandido como muitos que cometeram crimes mais graves e já estão soltos.
NOTA DO PATUNEWS: Não estou defendendo o preso ou querendo dizer que ele não praticou crime algum e está preso sem merecer, o que estou questionando é o tratamento desigual da justiça e da promotoria, em decorrência dos últimos episódios violentos registrados em Patu, onde os envolvidos já ganharam a liberdade, garalmente sob alegação de excesso de prazo.